quarta-feira, 17 de junho de 2009

País é o que mais desperdiça aula com bronca

Docentes de escolas no Brasil gastam 18% do tempo das classes para manter disciplina; pesquisa abrangeu 23 países

Bulgária é o país onde os professores conseguem aproveitar melhor o tempo das aulas, seguido por Estônia e Hungria

ANTÔNIO GOIS
DA SUCURSAL DO RIO

Os professores brasileiros são os que mais desperdiçam com outras atividades o tempo que deveria ser dedicado ao ensino. No período em que deveriam estar dando aula, eles cumprem tarefas administrativas (como lista de chamada e reuniões) ou tentam manter a disciplina em sala de aula (em consequência do mau comportamento dos alunos).
A conclusão é de um dos mais detalhados estudos comparativos sobre as condições de trabalho de professores de 5ª a 8ª séries de 23 países, divulgado ontem pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). A pesquisa foi feita em 2007 e 2008.
O resultado não surpreendeu Roberto de Leão, presidente da Confederação Nacional de Trabalhadores em Educação.
"Não li a pesquisa, mas é fato que muito do tempo do professor é roubado por tarefas que não deveriam ser dele. Ele precisa muitas vezes fazer a função de psicólogo, pai ou assistente social, já que todos os problemas sociais acabam convergindo para a escola."
Mozart Neves Ramos, presidente-executivo do movimento Todos Pela Educação, conta que, quando foi secretário de Educação em Pernambuco, vivenciou isso na prática.
"Fizemos uma pesquisa com o Banco Mundial que mostrou que boa parte do tempo do professor era para resolver questões que deveriam ser de responsabilidade de outros profissionais. Mas também detectamos que se perdia tempo com o professor falando de outros assuntos, em vez de tratar do conteúdo daquela disciplina."
O relatório da OCDE mostra que a maioria (71%, maior percentual registrado) dos professores brasileiros começou a dar aulas sem ter passado por um processo de adaptação ou monitoria. A média dos países nesse quesito é de 25%.
Os brasileiros também são dos que mais afirmam (84%) que gostariam de participar de cursos de desenvolvimento profissional. Esse percentual só é maior no México (85%).
As informações foram colhidas em questionários respondidos por diretores e professores de escolas (públicas e privadas) selecionadas por amostra. No Brasil, 5.687 professores responderam ao questionário, aplicado em 2007 e 2008.
Leão e Ramos concordam com o diagnóstico de que poucos professores passam por um processo de adaptação.
"Muitas vezes, o secretário tem que preencher logo as vagas após um concurso para não deixar alunos sem aula. É como trocar o pneu do carro em movimento, quando o ideal seria ter um tempo para preparar melhor o profissional que começará a dar aulas", diz Ramos.
Esse problema se agrava com a constatação na pesquisa de que os professores brasileiros trabalham com turmas com número de alunos (32) acima da média (24). Apenas no México, na Malásia e na Coreia do Sul essa relação é maior.
Eles também têm menos experiência em sala de aula do que a média -só 19% dão aula há mais de 20 anos; a média de todas as nações comparadas é 36%. Estão abaixo da média (89,6%) ainda no nível de satisfação com o trabalho: 84,7%, o quarto menor índice.

Diretores
A pesquisa investigou a visão dos diretores sobre problemas que afetam o aprendizado. O Brasil fica acima da média em questões como absenteísmo de docentes, atrasos e falta de formação pedagógica adequada.
Também foram listados problemas relacionados a alunos, como vandalismo, agressões ou trapaças no momento da prova.
A indisciplina se mostrou um problema mundial. Na média dos países, 60% dos diretores afirmaram ter, em alguma medida, distúrbios em sala de aula provocados pelo problema.
O México tem o maior percentual (72%); o Brasil tem exatamente o índice da média.
Diretores brasileiros foram dos que mais relataram ter pouca ou nenhuma autonomia para contratar, demitir ou promover professores por seu desempenho em sala de aula. No Brasil, só 27% disseram que podem escolher os professores. A média dos países é de 68%.

Fonte: www.folha.com.br

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Na prática, o Brasil não precisa de educação

Que a educação brasileira (pública ou privada) é um lixo, ninguém discute. É interessante perguntar por quê. Exprimindo de outra forma: a demanda por gente qualificada no Brasil é represada porque a educação é de má qualidade ou a educação é de baixa qualidade porque não há necessidade de gente qualificada?

A opinião dominante é a primeira, a qual parte do pressuposto de que as expectativas relativas à educação seriam anteriores a quaisquer outras expectativas.

Tornou-se comum atribuir à educação (ou melhor, à falta dela) toda e qualquer mazela que se identifique na sociedade.

Contingentes alentados de eleitores continuam a votar em ladrões contumazes, representantes de oligarquias jurássicas e assim por diante? É culpa da educação.

Parlamentares usam o mandato para abiscoitar granas diversas, contratar cupinchas às custas do dinheiro público, enviar namoradas, parentes e amigos para lugares aprazíveis? É o nível educacional.

Flanelinhas achacam motoristas e a polícia não faz nada? É certamente problema da educação.

Empresas privadas fazem o que querem do consumidor, que permanece inerte, sem reclamar? É porque a formação do consumidor é precária.

Já que o nível educacional afeta todas as interações sociais, e já que a educação no Brasil é de baixa qualidade, segue-se que se resolveriam inúmeros problemas pelo expediente de melhorar a educação.

Não é bem assim. Educação é decerto uma condição necessária para se desenvolver consciência política, ou noções a respeito dos direitos básicos de um cidadão, incluindo-se o direito de não ser garfado pelo Estado ou por empresas. Em outras palavras, sem educação não é possível nem uma coisa nem outra.

Contudo, educação não é uma condição suficiente para se atingir tais objetivos. Ou seja, não basta educar, ou tentar educar. Outras condições precisam estar presentes, em particular econômicas. Não se pode ser “cidadão” na miséria.

Mas continuemos.

É certamente verdadeiro que seria bom se todo mundo tivesse educação de boa qualidade.

É também verdade que não se obtém educação de boa qualidade sem investimentos.

Daí o senso comum conclui que o problema do Brasil é que não se investe o suficiente em educação. A solução, portanto, seria investir mais.

Poucos se dão ao trabalho de se perguntar quais são as condições que um país qualquer deve cumprir para que possa investir mais em educação.

Diferentemente do que aprecia o senso comum, tais condições não decorrem de “vontade política”, expressão essa, aliás, de pouco significado — “vontade política” se traduz em orçamento; havendo orçamento há “vontade política” e vice-versa.

Nenhuma sociedade investe na educação para que as pessoas sejam felizes, ou para desenvolver a sua cidadania. Faz-se isso caso exista noção clara a respeito de por quê, materialmente, se quer educar. Por menos que seja agradável aos que enxergam na educação uma espécie de missão humanística, na prática educa-se para formar pessoas que, no futuro, ocuparão postos no mercado de trabalho para cumprir funções bem determinadas.

E isso depende de planejamento econômico, não de qualquer outra coisa.

O exemplo cansativamente repetido da Coreia do Sul, que investiu pesadamente em educação, costuma suprimir o fato de que a reforma educacional coreano não aconteceu no vazio, mas se processou como capítulo do programa de desenvolvimento adotado pelo país.

Como o Brasil não tem plano de desenvolvimento, a demanda por educação de boa qualidade não se exprime. Pior ainda, mesmo sem perspectiva de futuro a demanda por pessoas qualificadas é minúscula, porque aqui não se inventa nada, importa-se quase tudo.

Empresas industriais se transformaram em maquiadoras de produtos desenhados fora. Quando se ouve falar da “indústria” tal ou qual, no mais das vezes não é de fato uma indústria, mas uma empresa comercial.

A capacidade brasileira de adicionar valor agregado ao que se produz é irrisória.

O número de patentes brasileiras registradas nos EUA (que é o indicador geralmente aceito para a capacidade de inovação de uma economia) é o mais baixo dos países emergentes, e mais baixo do que muitos subdesenvolvidos.

Com isso, o mercado de trabalho brasileiro demanda vendedores, intermediários e indivíduos capazes de replicar algumas rotinas em processos produtivos e de distribuição formulados em outro lugar. São funções que não têm grande necessidade de educação.

Em outras palavras, a educação brasileira é ruim porque a economia brasileira não tem necessidade real de gente qualificada. Se tivesse, exerceria pressão sobre o sistema educacional.

Enquanto não se compreender que não existe futuro sem desenvolvimento, e se imaginar que se pode construir uma sociedade melhor somente com palavras de ordem bem-soantes mas objetivamente inócuas, como é o caso do discurso dominante sobre educação, permaneceremos na mesma.


Claudio Weber Abramo

Claudio Weber Abramo é diretor executivo da Transparência Brasil. Bacharel em matemática (USP) e mestre em filosofia da ciência (Unicamp). Antes de juntar-se à Transparência Brasil, sua principal atividade profissional foi na área de comunicação e, nesta, no jornalismo. Organizou o livro A Regra do Jogo, do jornalista Cláudio Abramo, seu pai. Colabora freqüentemente com a imprensa e é autor de artigos em publicações especializadas a respeito do tema da corrupção e seu combate.

Fonte: http://colunistas.ig.com.br/claudioabramo/

terça-feira, 12 de maio de 2009

Sabe tudo sobre o novo Enem? Confira 20 perguntas e respostas sobre a prova.


Por que o Enem mudou?
Segundo o MEC, o vestibular seleciona os melhores estudantes e cumpre sua função. Mas com a unificação dos vestibulares pelo novo Enem, o candidato terá mais chances de ingressar em uma universidade, pois poderá se candidatar a diversas instituições simultaneamente, com diminuição de custos - como o de taxa de inscrição e de viagens para realizar os exames. Além disso, o ministério pretende dar orientações mais claras para mudanças no ensino médio, a partir do novo Enem.

Não era possível unificar os vestibulares com o Enem da forma antiga?
Segundo o MEC, o novo formato de prova tem mais capacidade de diferenciar as habilidades dos candidatos e de selecionar os ingressantes em uma faculdade. A prova tem questões com níveis de complexidade diferentes e poderá ser comparada ano a ano, já que seguirá um padrão.

O novo Enem terá quantas questões?
Serão 200 questões objetivas com cinco alternativas. Até o ano passado, eram aplicados 63 testes de múltipla escolha.

Haverá redação?
Sim. A redação está mantida no novo Enem, no mesmo modelo dissertativo - como já ocorria nas edições anteriores.

Quando será aplicado o novo Enem?
A prova está prevista para os dias 3 e 4 de outubro. A divulgação das notas nas questões de múltipla escolha ocorrerá em 4 de dezembro. O resultado final, incluindo a redação, sai no dia 8 de janeiro de 2010, diz o MEC.

O conteúdo cobrado vai mudar?
A prova continuará a avaliar habilidades e competências. O ministro Fernando Haddad já afirmou que o conteúdo cobrado deverá se aproximar um pouco do que é exigido nos vestibulares. O Enem passará, então, a exigir mais conteúdo do que nas edições anteriores.

Quais serão as matérias avaliadas?
Serão avaliadas quatro áreas do saber: linguagens, códigos e suas tecnologias (incluindo redação); ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; e matemática e suas tecnologias. Cada uma das áreas deverá ter cerca de 50 testes.

Como devo me preparar para o novo Enem?
Segundo o MEC, quem está se preparando para o Enem antigo e para os vestibulares não terá problemas na resolução da nova prova.

Vai ser preciso saber fórmulas de física e química?
De acordo com o MEC, a intenção é diminuir e até mesmo acabar com a "decoreba". As questões deverão fornecer as fórmulas necessárias. Isso não significa que a pergunta vai ficar mais fácil! Será necessário ter bom conhecimento das disciplinas e saber, de verdade, utilizar as fórmulas.

Será preciso estudar datas históricas?
Pela proposta, a ideia não é cobrar conhecimento enciclopédico. Ou seja, os testes não deverão conter pegadinhas sobre anos ou dias de determinados fatos históricos. O que será cobrado do candidato é o conhecimento aprofundado da história, da relação entre os fatos e as implicações do conhecimento do passado no presente.

A prova terá atualidades?
Os vestibulares tradicionais e o próprio Enem antigo costumam cobrar atualidades de maneira contextualizada. Ou seja, as atualidades servem como "gancho" para formular um teste ou para o tema da dissertação. Sempre é bom estar informado, para ter facilidade ao elaborar relações entre conteúdos e construir argumentos em um texto.

O exame terá questões de inglês?
Em 2009, a prova não terá perguntas de língua estrangeira. Para 2010 são previstas perguntas de inglês e espanhol. O MEC ainda não definiu se o candidato poderá fazer a escolha entre um ou outro idioma.

Como as faculdades vão utilizar o novo Enem?
O MEC definiu quatro formas de utilização do novo Enem na seleção de estudantes. São elas:
1- usar o Enem como prova única para a seleção de ingresso;
2- substituir apenas a primeira fase do vestibular pelo Enem;
3- combinar a nota do Enem com a nota do vestibular tradicional. Nesta modalidade, a universidade fica livre para decidir um percentual do Enem que será utilizado na média definitiva;
4- usar o Enem como fase única apenas para as vagas ociosas da universidade.

Terei de escrever de acordo com as novas regras ortográficas?
Não. Segundo o decreto que regulamenta o acordo ortográfico, é possível escrever de acordo com a norma antiga até 2012. Os examinadores terão de aceitar as duas grafias.

Posso me candidatar a quantas faculdades com o novo Enem?
Será permitido que o vestibulando escolha até cinco opções de cursos em instituições de todo o país que aderirem à prova. É permitido escolher diferentes cursos em instituições distintas.

Universidades particulares e estaduais poderão adotar o novo Enem?
Sim. A adoção é aberta para as instituições que tiverem interesse. USP (Universidade de São Paulo) e Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) já informaram que não vão trocar seus vestibulares pelo novo Enem de 2009.

Como será a inscrição para os vestibulares?
O MEC vai criar um sistema na internet para a realização das inscrições. Será um sistema semelhante ao que já é usado no Prouni (Programa Universidade para Todos), que concede bolsas de estudo em universidades particulares. O processo todo será realizado pela internet.

Como sei se minha nota no Enem 2009 é suficiente para conquistar uma vaga?
O MEC informa que a nota mínima para ingresso em cada curso será atualizada diariamente, em tempo real. Assim, o candidato poderá saber se tem pontos suficientes para conquistar a vaga. Se não tiver, poderá modificar sua escolha quantas vezes desejar, até que termine o prazo de opção.

Como o ensino médio muda, depois do novo Enem?
É no ensino médio que os interessados em fazer uma faculdade se preparam. Se o processo seletivo de ingresso nas universidades mudar, as escolas terão de ensinar os estudantes. Assim, por conta de uma mudança na avaliação, o MEC pretende que ocorram mudanças no sistema de ensino.

Se o Enem quer pautar o ensino médio, quem já fez colegial terá mais dificuldade para fazer a prova?
Como a prova não exigirá domínio de conteúdos de memorização, mesmo quem já se formou poderá ter um bom desempenho. Mas a avaliação vai exigir capacidade de relacionar fatos, de aplicar conhecimentos das disciplinas e habilidades de interpretação de texto, gráficos e problemas.

Fonte: www.uol.com.br

segunda-feira, 4 de maio de 2009

SEC discutirá Plano de Educação Profissional no território de Conquista

Nesta quinta-feira (07/05), a Secretaria da Educação do Estado realiza mais um da série de seminários sobre a modalidade de ensino associada ao desenvolvimento sustentável, destacando desta vez as especificidades do território de identidade Vitória da Conquista. A intenção da Superintendência de Educação Profissional do órgão é continuar a discutir as bases do Plano Estadual de Educação Profissional (2008-2011) de forma coletiva, de maneira que este se identifique com os vetores de desenvolvimento de cada região. Deste encontro, participarão as Direc 20, 13, 19 e 24.

O evento será realizado com a participação das empresas que atualmente investem na região, gestores públicos estaduais e municipais, educadores e demais trabalhadores da educação, sindicatos, agricultores familiares, ambientalistas, pais, estudantes, representantes de movimentos sociais e de organizações da sociedade civil. A intenção é colher idéias que possam melhor orientar o Governo do Estado em relação à implantação da educação profissional nas escolas estaduais, com o fim de fazer acontecer a inclusão social pelo trabalho.

Como nos seminários anteriores, serão formados no período da manhã grupos para debater as demandas sociais da educação profissional no território. À tarde, serão apresentados os trabalhos desenvolvidos em grupo e, por uma hora, o superintendente Almerico Biondi apresentará a proposta para implantação da educação profissional no território de Vitória da Conquista. Uma rodada de debates encerrará o encontro.

Fonte: ASCOM - SEC

sábado, 2 de maio de 2009

Dia Nacional da Matemática


O dia 6 de maio é dedicado aos estudos da Matemática. Em homenagem ao educador, escritor, e conferencista brasileiro, Júlio de Melo e Souza, que nasceu nesta data, foi instituído o Dia Nacional da Matemática. “Malba Tahan”, pseudônimo utilizado pelo educador, revolucionou o ensino de matemática com uma dinâmica própria e divertida.

Para comemorar a data, socializar atividades para o ensino de matemática e integrar sociedade e Universidade, o Curso de Matemática da Uesb, campus de Jequié, preparou uma programação toda especial, com exposições, palestras e atividades culturais. O evento acontece no dia 6, quarta-feira, a partir das 18h30, no Auditório Waly Salomão.

Para mais informações, ligue para (73) 3528-9621 ou (73) 3528-9737.

Confira o convite e o folder do evento.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Governo do Estado vai investir cerca de R$100 milhões na contratação de professores

Com o intuito de suprir a carência de professores da rede estadual de ensino, o Governo do Estado autorizou, neste início de ano, a contratação de 5.193 professores da Educação Básica. Ontem, foi autorizado o terceiro Processo Seletivo Simplificado em Regime Especial de Direito Administrativo (Reda), para mais 1.500 professores.

Em março, foram realizados outros dois processos totalizando 3.693 profissionais. Também foi autorizada a contratação de 277 docentes para a Educação Superior. Um investimento de cerca de R$ 100 milhões/ano.

Só no período de 2007 até o mês de fevereiro deste ano, o Governo contratou 7.576 professores, sendo 3.996 efetivos do concurso público realizado em 2005 e 4.180 selecionados no Processo Seletivo Reda.

Mesmo assim, no início do ano, a rede apresentou uma carência de 5.140 docentes. "Estamos enfrentando o problema que vem se acumulando há muitos anos. Poderia ser menor se, por exemplo, os aprovados no concurso de 2005 tivessem sido contratados imediatamente após a aprovação", pontua o secretário estadual da Educação, Adeum Sauer. Desse concurso, o governo anterior só tinha convocado 747 professores para Salvador.

Outra medida a ser adotada é a contratação, por meio de bolsas de estudo, de estudantes universitários, em conclusão do curso de licenciatura, para substituir temporariamente os professores em licenças prêmio e médicas, que totalizam 2.378 docentes.

A nova contratação de 1.500 professores será realizada para todo o Estado e nas disciplinas onde não existirem classificados no concurso público de 2005.

Fonte: ASCOM - SEC

quinta-feira, 26 de março de 2009

Professores e gestores são capacitados para desenvolver o PDE

A melhoria da qualidade do ensino e da aprendizagem depende do planejamento estratégico desenvolvido pela escola. É nesse sentido que o Ministério da Educação (MEC), em parceria com a Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC), capacita, até sexta-feira (27), professores e gestores das redes estadual e municipais para desenvolverem o Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE). A formação acontece no Hotel Fiesta. O PDE é uma ferramenta gerencial que auxilia a escola a realizar melhor o seu trabalho: focalizar sua energia, assegurar que sua equipe trabalhe para atingir os mesmos objetivos e avaliar e adequar sua direção em resposta a um ambiente em constante mudança.

As ações do plano são viabilizadas através de financiamento do MEC, que pode variar de R$15 mil a R$75 mil por escola. A novidade deste ano é que, os recursos antes destinados exclusivamente para o ensino fundamental, agora passa a ser para a educação básica de um modo geral. No ano passado, 2.021 escolas baianas foram selecionadas pelo MEC, de acordo com o desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Desse montante, 677 são da rede estadual e, as demais, das redes municipais.

O valor repassado para as ações no ano passado foi de R$12, 2 milhões. Já este ano, com a inclusão de mais 1.711 unidades escolares, sendo 435 estaduais, o valor subiu para R$33,1 milhões. "O PDE é um instrumento gerencial que proporciona à escola, a possibilidade de trabalhar de forma conjunta para, juntos, pensarem em estratégias de melhoria do aprendizado dos alunos com base nos dados levantados pela própria escola", explica a coordenadora de Gestão Descentralizada da SEC, Euzelinda Dantas.

O PDE visa atender as escolas públicas municipais e estaduais, consideradas prioritárias com base no Ideb de 2005: Ideb até 2,7 para anos iniciais e até 2.8 para anos finais e também as que obtiveram Ideb até 3,0 para anos iniciais e até 2,8 para anos finais na avaliação de 2007.

Fonte: ASCOM - SEC


quarta-feira, 25 de março de 2009

Como usar a Tv Pendrive

Vídeo para Orientar os professores a utilizar a Tv Pendrive. NTE - SEC-BA

TV Pendrive (Monitor Educacional) - Conversão de Arquivos

TV Pendrive (Monitor Educacional) - Conversão de Arquivos TV Pendrive (Monitor Educacional) - Conversão de Arquivos adrianassousa Apresentação elaborada para Oficina TV Pendrive (Monitor Educacional) do NTE 16 - Vitória da Conquista/BA. 2009.

Tutorial (2) de utilização da TvPendrive.

Este Tutorial foi elaborado pelo NTE 16 de Vitoria da Consquista.
Tutorial Feito pela Multiplicadora Adriana Souza.

TV Pendrive (Monitor Educacional) TV Pendrive (Monitor Educacional) adrianassousa Apresentação elaborada para a Oficina TV Pendrive (Monitor Educacional) - NTE16 - Vitória da Conquista/BA. 2009.